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Perdigão refaz estimativas para um 2006 de maior crescimento
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005 - 0:00




O ano de 2005 foi próspero para a Perdigão, por isso as estimativas para o ano seguinte estão sendo revistas, de modo a incluir tanto as recentes modificações do cenário como as melhores possibilidades que se apresentam para a empresa.

Ainda assim, as vendas totais da Perdigão para 2005 devem aumentar somente 12% em relação a 2004, índice abaixo da média de 14% do último decênio da empresa.

No plano interno, o crescimento da produção doméstica em 2005 fez com que as estimativas para o próximo ano aumentassem de 6,2% para 10%.

No nível internacional mais próspero, a previsão de 8,3% deve ser substituída pela ambiciosa projeção de 15%, quase 100% acima da anterior. Para alcançar essa meta a empresa conta com o baixo valor dos insumos principais (milho e soja) bem como conseguir exportar para diferentes países e aumentar o volume dos atuais compradores devido às possíveis epizootias, como a gripe do frango.

Há de se considerar, no entanto, que epizootias como a gripe do frango, ao invés de abrirem mercados para países não afetados, podem ocasionar contrariamente uma diminuição no consumo do produto, como geralmente ocorre com os bovinos e o caso da vaca louca.

Com as estimativas de que o preço do milho e da soja diminuam no próximo ano, a Perdigão poderá expandir suas vendas nos níveis doméstico e internacional. Segundo a própria empresa, o próximo ano deve mostrar-se importante como forma de consolidar a sua já aclamada competência.

Terceiro Trimestre de 2005

Mercado Interno

As vendas para o mercado interno, de maneira geral, apresentaram os mesmos níveis de 2004 (com exceção das aves), no entanto deve mostrar alta nos próximos meses devido ao aumento do consumo de carnes durante as festas de final de ano. Espera-se um crescimento de 10% nas vendas em dezembro, num comparativo com o ano anterior.

O terceiro trimestre de 2005 teve destaque no âmbito doméstico com a comercialização de aves (alta de 67%, de 9,1 mil toneladas para 15,2 mil toneladas) e refrigerados - principal produto da empresa - que somaram 143,3 mil toneladas, montante 10,8% maior do que o registrado no mesmo período de 2004.

A carne suína in natura manteve-se em níveis semelhantes ao do terceiro trimestre de 2004, somente com pequena queda de 0,5%.

Mercado Externo

As exportações da Perdigão apresentaram expressivo aumento (16,1% no período) e que não foi seguido de um aumento na remuneração nas mesmas proporções (somente 5,9%).

A carne suína in natura apresentou maior alta do que as exportações de aves (34,2% contra 28,1% respectivamente) e também foi a que apresentou melhor remuneração do período (10,3% contra 5,4%).

Em relação aos compradores percebeu-se queda nas exportações para a Europa, de 31,4% para 28,1% e extremo Oriente, de 28% para 26,1% mais expressivamente. As altas foram mais expressivas em alguns mercados como a Eurásia, com alta de 4,7% e o campo destinado a outros países, de 1,2% para 2,4%.

A melhor marca foram as exportações de produtos elaborados/processados, alta de 62,3% (de 20,6 para 33,4 mil toneladas).

   In Brief
  Apesar de próspero, no ano de 2005 a Perdigão não apresentou o mesmo nível de crescimento médio do último decênio.
  Enquanto no nível doméstico espera-se um crescimento de 3,8%, no nível internacional a empresa projetou audaciosos 15%, contando com a queda no preço dos insumos (milho e soja) e oportunidades de mercados afligidos por epizootias.
  Enquanto as aves apresentaram crescimento de 67% nas vendas, bem como os produtos refrigerados com alta de 10,8%; a carne suína manteve seus níveis, com leve queda de 0,5% no terceiro trimestre de 2005.
  Apesar de aumentar o volume de suas exportações, a Perdigão não conseguiu aumentar a remuneração de sua carne nas mesmas proporções. No entanto, foi no plano externo que a carne suína in natura apresentou a maior alta: 34,2% em volume e 10,3% na remuneração.
  As exportações tiveram seus destinos um pouco alterados com queda nas vendas para Europa e Extremo Oriente, e respectiva alta nas exportações para a Eurásia.






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