No vídeo que foi divulgado na sexta feira à noite, Fabricio Delgado – Diretor de Qualidade Brf e Pedro Faria – Presidente da Brf falam para parceiros e integrados sobre biosseguridade. Em poucas horas foram mais de 10 mil visualizações e compartilhamento. O alerta gravado em celular foi compartilhado por milhares de pessoas como forma de blindar o país para a ameaça da enfermidade.

Entidades do setor se manifestaram imediatamente após o comunicado do Governo do Chile. Com uma nota “Pela prevenção à Influenza Aviária, setor de aves do Brasil bloqueia visitas”.

Na nota as agroindústrias produtoras e exportadoras de carne de frango, juntamente com empresas produtoras do setor de ovos, estão suspendendo a realização de visitas de todos os clientes e fornecedores – inclusive do Brasil – às suas estruturas e áreas com aves vivas, informou hoje a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A medida acontece após a detecção de focos de Influenza Aviária em 33 países nos últimos três meses – entre eles, o Chile, que informou a ocorrência na semana passada.

A suspensão das visitas valerá por 30 dias a partir do dia 10 de janeiro e se estenderá a todos os elos da produção.
De acordo com o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, a decisão é complementar à uma série de medidas de biosseguridade estabelecidas pelo Grupo Estratégico de Prevenção de Influenza Aviária (GEPIA), vinculado ao Conselho Diretivo da entidade.

“As agroindústrias e as entidades estaduais estão engajadas nesta ação. Estamos fortalecendo nosso protocolo de biosseguridade, tornando ainda mais restritiva a circulação de pessoal e produtos dentro do processo produtivo, com total controle, inclusive, das equipes das empresas. Somos o único grande produtor e exportador mundial que nunca registrou foco da enfermidade, e é isto que buscamos preservar com esta medida”, explica Turra.

A proibição de visitas já era aplicada a estrangeiros provenientes de países com focos ativos de Influenza Aviária. Para países sem focos da enfermidade, a visita era permitida apenas após uma quarentena de 72 horas, realizada no Brasil.

Outras medidas estão sendo articuladas junto ao Ministério da Agricultura e às agências de defesa das secretarias de agricultura estaduais.O MAPA já havia divulgado medidas de controle devem ser intensificadas por tempo indeterminado.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) emitiu no final do ano passado um alerta sanitário, por tempo indeterminado, para intensificar as ações de defesa destinadas a prevenir a entrada da gripe aviária no país. Não é a primeira vez que o Mapa emite este tipo de alerta, porque a doença é uma ameaça permanente no mundo. Por ser livre da gripe aviária, o Brasil precisa redobrar seus esforços para proteger a sanidade de seus planteis de aves.

De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, os setores público e privado deverão aplicar medidas mais rígidas de controle dos plantéis. “Nossa maior preocupação são as aves migratórias, que vêm ao país para fugir do inverno no Hemisfério Norte. A produção comercial já tem controles sanitários muito rígidos.”

“Todos os integrantes da cadeia produtiva devem estar conscientes do risco e preparados para enfrentá-lo. Qualquer mortalidade alta de aves deve ser imediatamente informada ao serviço veterinário oficial, a fim de que os veterinários possam estar na propriedade num prazo de até 12 horas para começar a investigação”, alerta Guilherme Marques.

Segundo ele, o Brasil vem fazendo trabalho contínuo de prevenção à gripe aviária, que também oferece risco à saúde humana. Com o alerta, o acesso às granjas (pessoas, animais e veículos) ficará mais rigoroso. Além disso, será intensificado o treinamento das equipes de veterinários. O Mapa também já comprou materiais e equipamentos para situações de emergência e revisou os planos de contenção da doença.

O território brasileiro tem 20 sítios (locais) de monitoramento da entrada das aves migratórias, com vigilância ativa para influenza aviária e doença de Newcastle em aves domésticas residentes ao redor de 10 km desses locais. Nesses lugares também há vigilância passiva para as aves migratórias/silvestres.

Fonte: Redação Grupo Agro